Doze homens que estavam presos em mina nos EUA sobrevivem

Doze dos 13 homens que ficaram presos por mais de 40 horas em um mina de carvão no Estado americano de Virgínia Ocidental foram encontrados com vida na terça-feira. Canais de TV americanos mostraram familiares e amigos dos mineradores comemorando a notícia de que eles sobreviveram, mesmo depois de as próprias autoridades terem dito que o grupo só seria salvo por "um milagre".O grupo que trabalha para a empresa International Coal Group ficou isolado por mais de 40 horas, depois que uma explosão obstruiu a saída da mina e cortou os meios de comunicação com o mundo exterior. A mina fica a 60 metros de profundidade e os níveis de monóxido de carbono no seu interior eram considerados perigosamente altos. O anúncio foi feito pouco depois da descoberta do corpo de um dos mineradores, perto do local da explosão. O governador do Estado, Joe Manchin, havia dito horas antes do anúncio que seria preciso um milagre para tirar os homens com vida.A empresa proprietária da mina, International Coal Group, diz que ainda não sabe explicar o que causou a explosão.Ainda de acordo com informações oficiais, os mineradores tinham comida e água para um dia e sistemas de purificação capazes de garantir sete horas de ar com qualidade.Emoção - O drama dos mineiros foi acompanhado com emoção nos Estados Unidos, sendo coberto intensamente pelas televisões americanas. Antes do resgate, o presidente George W. Bush disse que o país estava rezando pelos mineradores e ofereceu ajuda federal na operação de resgate. Centenas de familiares e amigos dos mineradores haviam se reunido em uma igreja próxima da mina, esperando ansiosamente por notícias.Um grupo de seis mineradores que estavam atrás dos 13 envolvidos no acidente ouviu a explosão e conseguiu escapar da mina sem ferimentos. Parentes dos mineiros correram pelas ruas da localidade mineira, 160 quilômetros ao nordeste de Charleston, gritando: "Estão vivos, estão vivos"."Os milagres ocorrem na Virgínia Ocidental e hoje tivemos um deles", declarou a uma agência de notícias Charlotte Weaver, esposa de um dos 13 mineiros.

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