Doze oficializam candidatura à Presidência da França

O Conselho Constitucional da França anunciou nesta segunda-feira, 19, que 12 candidatos vão disputar a eleição presidencial de abril após terem conseguido as assinaturas necessárias. Candidatos de pequenos partidos, como o ultradireitista Jean-Marie Le Pen e o ativista rural José Bové, queixaram-se nas últimas semanas de que os partidos maiores estariam tentando impedi-los de entrar na disputa. Os dois candidatos mais votados em 22 de abril disputam o segundo turno em 6 de maio. Até agora, os favoritos são o conservador Nicolas Sarkozy e a socialista Ségolène Royal. Na eleição anterior, em 2002, houve 16 candidatos no primeiro turno, um recorde. O candidato do partido centrista UDF, Francois Bayrou, ascendeu nas pesquisas e surge como um terceiro nome, encostando nos líderes. Pesquisas recentes apontavam um empate técnico entre os três. Cada candidato precisa recolher a assinatura de pelo menos 500 dos 42 mil ocupantes de cargos eletivos na França para se tornar oficialmente candidato. A verificação cabe ao Conselho Constitucional. O bigodudo Bové, terror das redes de fast-food e das lavouras transgênicas, entregou as assinaturas na sexta-feira, mas dizia não ter certeza de ter atendido a todas as exigências burocráticas. Exposição equivalenteDe acordo com a legislação francesa, todos os candidatos devem ter exatamente o mesmo tempo de exposição nos meios eletrônicos - TV, rádio e internet.Leva-se em conta nessa contagem do tempo não apenas as campanhas publicitárias dos candidatos, mas também as participações deles em programas de entrevistas.Segundo a BBC, Essa norma vai passar a vigorar já a partir desta terça-feira, dia 20 de março.Dessa forma, o desconhecido Frédéric Nihous, do partido Caça, Pesca, Natureza e Tradições (CPNT), terá o mesmo tempo de discurso na TV e no rádio do que o líder nas pesquisas, o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy.A menos de cinco semanas do primeiro turno, 42% dos franceses, de acordo com as pesquisas, ainda não sabem em quem vão votar.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.