D.Ruth diz que racionamento é um sucesso

O apartamento do presidente Fernando Henrique Cardoso no bairro de Higienópolis, em São Paulo, reduziu em 60% os gastos com energia desde o início da crise. A informação é da própria primeira-dama, Ruth Cardoso. "Tomei todas as medidas possíveis para reduzir o consumo", afirmou dona Ruth, que esteve em Genebra nesta segunda-feira, participando de uma reunião sobre como combater o desemprego no mundo. O apartamento do presidente está vazio. Mesmo assim, dona Ruth contou que mudanças foram feitas para economizar energia. "Havia um corredor com seis luzes. Agora apenas duas estão colocadas", disse. A primeira-dama disse que, na área de serviço, havia quatro pontos de luz. Três deles foram desligados. Segundo ela, as lâmpadas também foram trocadasm, e uma das duas geladeiras do apartamento foi desligada. Dona Ruth disse que o Palácio da Alvorada também sofreu mudanças para se adaptar à crise. "As salas que não são usadas foram apagadas, e o jardim ficou sem luz", disse a primeira-dama. Na avaliação dela, o "espírito de economia" deveria ser estendido a outros recursos naturais, como a água. "Temos de começar a pensar nisso, apesar de o País estar em uma situação confortável nessa questão", disse. Apesar da multa que se cobra por gastar mais energia que o permitido, dona Ruth acredita que "é uma alegria de todos encontrar uma meta". Segundo ela, há uma espécie de competição entre as pessoas para saber quem economizou mais. "É um sucesso", afirmou. Sobre as conseqüências da crise de energia para a economia brasileira, Ruth preferiu não comentar. "Vamos ver o que acontece antes de fazer o quadro da tragédia", afirmou. "É provável que, se continuarmos tendo essa limitação de energia, não vamos crescer como pretendíamos, mas não acredito que haja uma catástrofe", disse. As previsões do próprio governo são de que uma redução de 1% no PIB deverá ocorrer neste ano em razão da crise de energia. Para dona Ruth, porém, "os economistas em geral gostam de fazer tempestade em copo d´água": "Acho que não devemos nos preocupar com estimativas, mas com a solução do problema".

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