Stringer / EFE
Stringer / EFE

Duas bombas explodem na Nigéria e matam 118 pessoas

A autoria do atentado ainda não foi reivindicada, mas o Boko Haram é ativo na cidade alvo doa ataques terroristas

O Estado de S. Paulo,

20 Maio 2014 | 19h17

LAGOS, NIGÉRIA - Duas explosões em um mercado público na cidade nigeriana de Jos, capital do Estado de Plateau, na região central do país, deixaram ao menos 118 mortos, anunciou ontem a Agência Nacional de Gestão de Crises (Nema, na sigla em inglês).

"O número de mortos está, atualmente, em 118", declarou o coordenador da agência, Mohammed Abdulsalam, ressaltando que "pode haver mais cadáveres sob os escombros".

De acordo com o porta-voz do governo, Pam Ayuba, a maioria das vítimas é de mulheres. "As vítimas foram levadas aos necrotérios do Hospital de Plateau e do Hospital Universitário Bingham."

A autoria do atentado ainda não foi reivindicada, mas o grupo terrorista islâmico Boko Haram é ativo em Jos, cidade que já foi alvo de seus ataques no passado. Essas foram as primeiras explosões desde que o estado de emergência foi estendido, no fim de semana, por mais seis meses no nordeste do país.

"Foram duas explosões diferentes" no Mercado Novo de Abuja, havia declarado mais cedo Ayuba, falando sobre o ataque. A primeira bomba estava escondida num caminhão. A segunda em um micro-ônibus, informou uma fonte militar.

Diplomatas dizem que a Nigéria pediu ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sanções contra o grupo extremista Boko Haram, responsável por uma onda de ataques mortais e pelo recente sequestro de cerca de 300 adolescentes estudantes.

Os diplomatas solicitaram ontem que o Boko Haram seja adicionado à lista de organizações sujeitas ao embargo de armas e congelamento de ativos, em restrições parecidas com as impostas à Al-Qaeda, com a qual o grupo terrorista nigeriano mantém laços.

Enquanto tenta impedir o avanço do Boko Haram no cenário internacional, dentro do país o governo tenta impedir a onda de violência. Os senadores aprovaram por unanimidade a continuação de poderes especiais em Adamawa, Yobe e Borno. / AP

Mais conteúdo sobre:
Nigéria explosões

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.