Duas mil pessoas ficam sem casa, após tsunami no Pacífico

Cerca de 2 mil pessoas perderam suas casas e vários povoados ficaram devastados pelo tsunami originado pelo terremoto de 8,1 graus que nesta segunda-feira sacudiu as Ilhas Salomão e causou pelo menos quinze mortes, disse nesta terça-feira, 3, a Cruz Vermelha em comunicado divulgado pelo governo. O organismo indicou que cerca de 900 casas foram destruídas e que perto de 4 mil pessoas passaram a noite nas montanhas perto da localidade de Gizo, com medo de que ocorram novas ondas gigantes. As autoridades declararam na noite de segunda-feira, 2, estado de emergência para facilitar a distribuição de tendas, alimentos e água potável nas regiões remotas do oeste, disse a polícia local. O porta-voz do Escritório Nacional de Gestão de Desastres, Julian Mekay, advertiu através da rádio do Pacífico ABC que o número de mortos pode subir, especialmente em Gizo, com uma população de 20 mil pessoas, e onde as ondas arrasaram cerca de 900 casas. Aviões do governo das Ilhas Salomão e da Missão de Assistência Regional, força postada para restabelecer a paz no país do Pacífico Sul agitado por confrontos políticos, começaram a voar sobre a área atingida para avaliar os danos e as prioridades de assistência. Equipes de gestão de catástrofes do governo e da Cruz Vermelha se dirigem para Gizo. Apesar das informações iniciais assegurarem que o único ponto onde o maremoto causou vítimas foi no oeste do país, a rádio ABC informou nesta terça-feira que cinco pessoas, todas de uma mesma família, desapareceram na vizinha Papua Nova Guiné. Segundo a emissora, uma onda de três metros assolou uma pequena ilha na província de Milne Bay, antes de ser emitido o alerta de tsunami nesse país.

Agencia Estado,

03 Abril 2006 | 02h03

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