EFE/Abir Sultan
EFE/Abir Sultan

Duas mulheres israelenses são atacadas por palestinos em menos de 24h

Nesta segunda-feira, uma mulher grávida de 5 meses foi esfaqueada em colônia ao sudeste de Jerusalém; no domingo, uma israelense morreu após ser atacada na frente dos filhos em colônia ao sul de Hebron

O Estado de S. Paulo

18 Janeiro 2016 | 14h58

JERUSALÉM - Um palestino esfaqueou nesta segunda-feira, 18, uma mulher grávida de cinco meses em uma colônia próxima de Jerusalém e depois foi ferido pelas forças de segurança, no segundo ataque contra uma israelense no sul da Cisjordânia em menos de 24 horas.

Michal Froman, de 30 anos, foi gravemente ferida quando caminhava em uma rua da colônia de Tekoa, sudeste de Jerusalém, anunciaram o Exército e o porta-voz do hospital Shaare Tzedek de Jerusalém, onde ela está hospitalizada. Nem ela nem o bebê correm risco de vida.

Segundo Shoham Ruvio, uma porta-voz do hospital, Michal é nora de um rabino conhecido por promover a convivência entre árabes e judeus. O agressor de 17 anos foi internado em estado grave no hospital israelense Hadassah de Jerusalém, depois de ter sido atingido por tiros das forças de segurança.

Ao mesmo tempo, as forças israelenses prosseguem com as buscas de outro agressor que esfaqueou e matou no domingo uma israelense em uma colônia ao sul da cidade de Hebron.

Dafna Meir, uma enfermeira de 38 anos e mãe de seis filhos, foi morta a facadas em sua casa em Otniel, na presença de vários filhos, com idades entre 4 e 17 anos, segundo a imprensa. As crianças não foram feridas. Dafna foi sepultada em Jerusalém nesta segunda-feira.

"Vamos prender o odioso terrorista que assassinou Dafna Meir, que ao lado de seu marido criava seis filhos", prometeu o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu. "Os que tentarem nos prejudicar serão levados à justiça e pagarão um preço alto", completou Netanyahu, ao apresentar seus pêsames à família.

Após os ataques, as autoridades proibiram nesta segunda-feira a entrada nas colônias do sul da Cisjordânia de milhares de trabalhadores palestinos.

Desde o início da onda de violência em outubro, 155 palestinos e 24 israelenses morreram. Muitos palestinos foram mortos quando atacavam ou tentavam atacar civis ou integrantes das forças israelenses, em sua maioria com armas brancas. Um americano e um cidadão da Eritreia também morreram desde outubro. / AFP e AP

Mais conteúdo sobre:
Israel Palestina Binyamin Netanyahu

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.