Duas voluntárias do MSF são mantidas reféns na Somália

Seis acusados pelo seqüestro já estão presos, outros 4 responsáveis ainda negociam com a polícia

Efe,

26 de dezembro de 2007 | 09h29

Duas voluntárias da organização Médicos sem Fronteiras (MSF) foram seqüestradas por volta das 8h30 hora local (3h30 de Brasília), nesta quarta-feira, 26, no nordeste da Somália, informaram fontes da entidade.   Segundo o porta-voz da organização, Javier Sancho, a médica espanhola Mercedes García e a enfermeira argentina Pilar Bouza trabalham em um projeto de nutrição - organizado pelo MSF - voltado para pessoas deslocadas pelo conflito interno existente na região.   Sancho confirmou que as duas espanholas estavam em Bossaso, na região semi-autônoma de Puntlândia, local onde foram presos seis membros do grupo acusado pelo seqüestro.   Outros quatro integrantes do grupo ainda permanecem no local no qual mantêm presas as duas voluntárias, mas, segundo fontes policiais, os criminosos já se renderam e continuam negociando com as autoridades. Nenhum dos acusados foi identificado.   O seqüestro aconteceu quando as duas voluntárias, que estariam em um veículo 4x4, iam para um campo de refugiados.   Na mesma localidade de Bossaso, o câmera francês Gwen Le Gouil foi seqüestrado em 16 de dezembro, mas acabou libertado.

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