Dubai suspeita do Mossad na morte de líder do Hamas

O chefe de polícia de Dubai, general Dahi Khalfan Tamim, afirmou que uma investigação sobre o assassinato de um líder do Hamas mostra o suposto envolvimento do serviço de espionagem Mossad, de Israel. O site do jornal diário "The National" cita hoje Tamim dizendo que a investigação sobre o caso "revela que o Mossad está envolvido no homicídio" de Mahmoud al-Mabhouh. Segundo o general, ele está "99%, se não 100% certo, de que o Mossad está por trás do assassinato".

AE-AP, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2010 | 14h51

O jornal "The National" é propriedade do governo de Abu Dabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Os nomes nos passaportes de sete suspeitos implicados no crime combinavam com os de pessoas que vivem em Israel, levantando a possibilidade dessa ligação.

Al-Mabhouh era um dos fundadores do braço militar do Hamas. Ele morreu em um hotel de Dubai e seu corpo foi encontrado em 20 de janeiro. Grã-Bretanha e Irlanda convocaram os respectivos embaixadores de Israel nesses países hoje para tratar do caso, após denúncias de que passaportes europeus teriam sido usados pelos criminosos.

Um funcionário dos Emirados Árabes envolvido no caso afirmou hoje que há 18 pessoas suspeitas no assassinato, incluindo duas mulheres. Segundo autoridades locais, dez suspeitos e uma suspeita viajaram até o país com passaportes falsos. Seis desses documentos falsos seriam britânicos, três irlandeses, um alemão e um francês.

Tensão

O caso causou um princípio de crise diplomática entre Israel e Grã-Bretanha. O primeiro-ministro Gordon Brown ordenou a abertura de uma investigação sobre o caso. Autoridades britânicas questionam qual a participação de Israel no episódio, uma vez que o grupo Hamas acusa o serviço secreto israelense de ser autor do assassinato. O governo britânico quer também saber como os assassinos conseguiram os passaportes de seus cidadãos.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, disse a uma rádio local que não há provas contra seu país. "Não há razão para pensar que foi o Mossad, e não algum outro serviço de inteligência ou algum outro país que esteja por trás do episódio", declarou.

Rafi Eitan, um ex-membro do Mossad, negou envolvimento da organização no caso. "O Mossad não está por trás do assassinato de Mahmoud al-Mabhouh. Isso é um ato de alguma organização estrangeira querendo incriminar Israel", disse.

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