Duhalde diz que é perseguido pelo governo argentino

O ex-presidente da Argentina Eduardo Duhalde disse hoje que é vítima de "constantes agressões" do governo, ao qual classificou como instigador de conflitos sociais dentro do próprio país nos últimos dias. Duhalde, que governou a Argentina entre 2002 e 2003, integra uma corrente do Partido Justicialista (peronista) chamada de Peronismo Federal, que faz oposição ao governo da presidente Cristina Kirchner, da mesma legenda.

AE, Agência Estado

27 de dezembro de 2010 | 15h53

Duhalde afirmou que o governo argentino não cumpre a lei e por isso permite a desordem social. "O que estão fazendo comigo é uma agressão permanente", disse, à Rádio 10. Ele lançou recentemente sua candidatura à presidência, com vistas às eleições gerais de outubro de 2011. Duhalde passou a desfechar fortes críticas ao governo Cristina.

Vários funcionários do governo, contudo, afirmam que foi o próprio Duhalde quem insuflou a invasão de terrenos públicos que ocorreu no começo deste mês em Buenos Aires, o que o ex-mandatário negou.

O chefe de gabinete Aníbal Fernández afirmou hoje à Rádio Mitre que os violentos incidentes que aconteceram na quinta-feira passada em uma estação ferroviária "foram armados" por "ativistas ligados" a Duhalde e relacionados ao Partido Obrero.

Dezenas de pessoas depredaram uma estação ferroviária na periferia de Buenos Aires após a interrupção da circulação dos trens, depois que ocorreu um conflito entre sindicalistas. Lojas foram saqueadas dentro e fora da estação. As informações são da Associated Press.

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