Duhalde preside cerimônia em memória da Guerra das Malvinas

O presidente Eduardo Duhalde disse nesta terça-feira que "as Ilhas Malvinas são mais nossas do que nunca" e que a Argentina tentará recuperá-las por vias pacíficas e diplomáticas. Duhalde dirigiu uma mensagem a todo o país de Ushuaia, capital da província de Terra do Fogo, a 3.300 km ao sul de Buenos Aires, perante 3.000 veteranos de guerra reunidos para lembrar o vigésimo aniversário do início do conflito armado no Atlântico Sul, que a Argentina lançou e perdeu contra a Grã-Bretanha. "Não há título de posse mais forte do que o outorgado pelo sangue", disse Duhalde, aludindo aos 649 soldados, aviadores e marinheiros argentinos que morreram nesse conflito."As Malvinas são nossas e vamos recuperá-las", expressou o presidente, ao lembrar que a Argentina as reivindicou como parte de seu território desde que a Grã-Bretanha as ocupou pela força em 1833. "Mas vamos recuperá-las não com guerras e, sim, da forma pela qual nós, argentinos, devemos recuperar nossas coisas - com trabalho, com fé, com paciência e com perseverança. Vamos recuperá-las com a solidariedade e o apoio de nossas nações irmãs, que há muito tempo acompanham nossas reivindicações perante os organismos multilaterais", acrescentou Duhalde. "Vamos recuperar as ilhas avançando nas negociações diplomáticas, aprofundando as relações com os atuais habitantes das ilhas e, ao recuperá-las, saldaremos nossa dívida para com os que caíram nas Malvinas e com os que de lá voltaram feridos no corpo e na alma". Após o discurso, Duhalde se dirigiu ao cais do porto de Ushuaia e lançou flores às águas do Canal de Beagle em homenagem aos mortos no conflito. Por sua vez, o presidente da Federação dos Veteranos de Guerra, Héctor Beiroa, reclamou em seu discurso que "seja posta em prática uma política para solucionar definitivamente os problemas do veterano de guerra". Ao mesmo tempo, em Londres, o governo do primeiro-ministro Tony Blair não promoveu nenhum evento para lembrar o aniversário da guerra nas ilhas que os britânicos chamam de Falklands.

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