Duma votará moção de censura ao gabinete de Putin

Parlamentares pró-Kremlin e da oposição da Duma, Câmara Baixa Russa, agendaram para 14 de março votação de uma moção de censura ao gabinete do presidente Vladimir Putin. Caso a moção receba aprovação em duas sessões num período de três meses, Putin deverá demitir o primeiro-ministro Mikhail Kasyanov e seus ministros ou dissolver o Parlamento e convocar novas eleições. Os comunistas propuseram a realização de voto de censura no mês passado, citando incapacidade do gabinete em melhorar o padrão de vida da Nação e as condições sociais.Além disso, os comunistas manifestaram insatisfação com o direcionamento do superávit do orçamento para pagamento de dívida externa, ao invés de atender às necessidades domésticas. Poucos acreditavam na possibilidade da proposta de moção ser aprovada até ontem, quando deputados do partido União pró-Kremlin anunciou seu apoio. O líder da União, Boris Gryzlov, disse ser favorável à moção de censura para que as eleições sejam antecipadas. Segundo ele, seu partido seria beneficiado com provável ampliação de sua presença na Duma. Muitos políticos e analistas dizem, no entanto, que o Kremlin não colheria benefícios da antecipação e suspeitam de outros motivos. A União e outras facções que apoíam Putin têm cadeiras suficientes na Duma para garantir a aprovação da maior parte das iniciativas do presidente. O líder da Duma, Vladimir Lukin, do partido liberal Yabloko, sugeriu que Putin é favorável ao apoio da União à moção de censura para livrar-se de Kasyanov. O primeiro-ministro possui estreitas ligações com a equipe do ex-presidente Boris Yeltsin, acusada de corrupção.

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