Duplo atentado mata ao menos 10 no noroeste da Síria

Governo e rebeldes trocam acusações sobre responsabilidade pelo ataque, a mais recente violação do cessar-fogo

DAMASCO, O Estado de S.Paulo

01 Maio 2012 | 03h06

Dois carros-bomba explodiram ontem em frente a um complexo militar e a um hotel em Idlib, no noroeste da Síria. Ao menos 9 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas, segundo a agência estatal Sana. Ninguém assumiu a autoria dos atentados. O governo sírio acusou os rebeldes de estarem por trás do ataque. Os militantes pró-democracia dizem que Damasco armou o atentado para incriminá-los.

O episódio é mais um golpe no frágil acordo de cessar-fogo negociado pelo enviado especial da ONU para a Síria, Kofi Annan. Uma equipe de 16 observadores das Nações Unidas está no país para verificar se a trégua está sendo respeitada.

O chefe da equipe de monitores, o major norueguês Robert Mood, voltou a pedir a ambos os lados que interrompam as hostilidades. "Dez, 30, 300 ou mil observadores não resolverão todos os problemas", disse. "Todos têm de ajudar a cumprir nossa missão."

Mood deve ter nos próximos dias mais 84 observadores. No total, o Conselho de Segurança da ONU autorizou o envio de 300 militares à Síria para monitorar o cessar-fogo.

As bombas de ontem destruíram ao menos cinco prédios de Idlib e deixaram duas grandes crateras no chão. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, entidade opositora com base em Londres, o número de mortes pode chegar a 20. Dois observadores da ONU examinaram o local dos ataques.

Ainda ontem, um grupo militante chamado Frente Al-Nusra para Proteção da Insurreição reivindicou a autoria de um atentado que deixou dez mortos na sexta-feira.

Em Londres, o chanceler britânico, William Hague, afirmou que a paciência da comunidade internacional com as violações do cessar-fogo cometidas pelo regime sírio está acabando. Apesar da insatisfação ocidental, Rússia e China continuam contra uma intervenção militar. / AP e REUTERS

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