AFP PHOTO / CRIS BOURONCLE
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Durante Celac, Maduro deseja apresentar propostas contra crise econômica na Venezuela

Presidente venezuelano afirma ter declarado 'emergência econômica' para 'defender direitos sociais do povo', mas critica recusa da Assembleia ao decreto que apresentou 

O Estado de S. Paulo

27 Janeiro 2016 | 15h41

QUITO - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quarta-feira, 27, que apresentará à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que está reunida em Quito, opções para atender à emergência econômica que declarou em seu país.

"A Venezuela está em uma situação muito difícil. Declarei uma emergência econômica para fortalecer o social, para defender os direitos sociais do povo e para iniciar um novo modelo econômico produtivo", disse Maduro no aeroporto de Quito em sua chegada para a 4.ª cúpula de presidentes da Celac.

Maduro pretende "ter um conjunto de reuniões com países irmãos, presidentes irmãos da América Latina". O conjunto de possibilidades que quer apresentar serve para "aumentar o comércio justo, aumentar a complementaridade e a solidariedade", acrescentou o presidente. "A Venezuela vem com uma proposta, como sempre, para buscar entre nós nossas próprias soluções e nosso próprio caminho."

Na terça-feira, Maduro disse que tomará medidas legais após a recusaa da oposição, que é maioria na Assembleia Nacional, ao decreto de emergência econômica. O presidente venezuelano afirmou que chegou "muito otimista" à reunião de governantes da Celac, em Quito.

"O caminho da América é a Comunidade de Estados Latino-americanos", disse, ao garantir que desde a Celac tem que ser um bloco para "promover a paz, a integração e o desenvolvimento".

Maduro destacou os avanços da região no período de bonança e expansão econômica, e comentou que agora entraram em um "período de turbulências econômicas", que, no caso da Venezuela e do Equador, é reflexo da queda do preço do petróleo no mercado internacional.

"Devemos manter neste período de turbulência econômica as políticas sociais, o rumo de crescimento da igualdade, o rumo de crescimento econômico", afirmou o presidente venezuelano pouco antes de ir para a sede da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), no norte de Quito.

A Celac é integrada por Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Dominica, Equador, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela. /EFE

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