Durante eleições, violência mata mais 10 sudaneses

Homens armados árabes da tribo Misseriya mataram 10 civis do sul no Sudão e feriram 18 pessoas, perto do limite entre o sul e o norte do país, informou hoje o ministro de Interior do sul do país, Gier Chuang O ataque ocorreu no dia anterior, por volta das 17 horas (hora local) segundo Chuang, que concedeu entrevista para jornalitas na capital regional, Juba.

AE, Agência Estado

11 de janeiro de 2011 | 09h31

A emboscada na divisa entre o Estado de Kordofan, no norte, e Bahr al-Ghazal, no sul, ocorre no momento em que os sudaneses do sul do país votam nesta semana em um referendo sobre a independência da região. A votação pode resultar na separação do país e levou dezenas de milhares de pessoas a voltar do norte sudanês, seguindo para o sul.

Chuang pediu que o governo em Cartum apure os ataques feitos por uma tribo árabe nômade fortemente armada, que foi uma milícia auxiliar fundamental para o Exército do norte durante a guerra civil de 1983-2005. O grupo ainda está envolvido em um duradouro conflito com os Dinka do sul no disputado distrito de Abyei, que fica entre o sul e o norte do país. "Os Misseriya pertencem a um Estado e esse Estado precisa se responsabilizar", afirmou.

O ministro disse que a emboscada foi o único incidente violento mais recente durante a votação, que está em seu terceiro dia. Multidões faziam filas nas seções eleitorais antes de sua abertura, às 8 horas (hora local). Nos dias anteriores, houve mais casos de violência. Ontem, confrontos mataram pelo menos 30 sudaneses. As informações são da Dow Jones.

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