Durante homenagem a mineiros, Piñera promete reforma trabalhista

33 operários que ficaram presos no Atacama por 69 dias recebem medalhas do governo

estadadão.com.br,

25 de outubro de 2010 | 15h43

Piñera carrega a bola observada pelo mineiro Franklin Lobos. Foto: Victor Ruiz Caballero/Reuters

SANTIAGO - Os 33 mineiros que ficaram presos por 69 dias em uma mina de ouro e cobre no deserto do Atacama receberam homenagens do presidente do Chile, Sebastián Piñera, nesta segunda-feira, 25. Piñera prometeu uma reforma trabalhista para os trabalhadores de minas no país. Após a homenagem, os mineiros disputaram uma partida de futebol contra membros da equipe de resgate.

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"Vamos anunciar nos próximos dias um novo pacto trabalhista. Não vamos deixar nenhum chileno para trás", prometeu Piñera em seu discurso.

O líder dos mineiros, o topógrafo Luis Urzua, falou pelos companheiros agradeceu as homenagens. "Obrigado ao Chile e a todo o povo que rezou por nós. Estamos completamente agradecidos a todos que lutaram por nós. Foi algo que não imaginávamos, mas graças a Deus estamos livres", disse.

Foi o primeiro encontro dos trabalhadores com o presidente desde que foram resgatados, nos dias 12 e 13 de outubro. Eles se encontraram reservadamente com Piñera por meia hora e depois receberam a medalha do bicentenário das autoridades e bandeiras do país e da Bolívia, onde nasceu o mineiro Carlos Mamani.

As medalhas foram entregues aos mineiros por Piñera e sua esposa, Cecilia Morel, e pelos ministros da Mineração, Laurence Golborne, e da Saúde, Jaime Mañalich. Além da medalha, cada um recebeu uma pequena réplica da Fénix 2, a cápsula que os resgatou da mina.

 

Na partida de futebol, o time dos mineiros, liderado pelo ex-jogador profissional Franklin Lobos perdeu. Piñera brincou que eles teriam de voltar à mina.

Com AP e Efe

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