Dúvidas e confusão aumentam dor de famílias

Autoridades questionam como dois passageiros conseguiram embarcar na aeronave usando passaportes roubados

PEQUIM, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2014 | 02h01

A possibilidade de dois passageiros terem embarcado no voo da Malaysia Airlines com passaportes roubados levantou dúvidas sobre como eles conseguiram passar pelo controle de segurança no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia.

A polícia internacional - Interpol - mantém um banco de dados com os registros de mais de 39 milhões de passaportes roubados ou perdidos em 166 países. As informações ficam disponíveis às autoridades de imigração ou de controle de fronteiras para a checagem da validade de um documento suspeito, em uma consulta que leva apenas segundos para ser feita. A organização não emitiu comentários sobre o que pode ter ocorrido na Malásia.

Esse foi mais um episódio não esclarecido no incidente envolvendo o Boeing 777. A falta de esclarecimentos em torno do caso fez aumentar o drama das famílias dos passageiros e tripulantes, que ontem esperavam pelo pior.

Na China, a revolta dos familiares era contra a companhia aérea que, segundo eles, os mantinham "no escuro" sobre as buscas. "Não havia uma única pessoa aqui. Eles nos fecharam nesse quarto e nos mandaram esperar", disse um homem em um hotel próximo do aeroporto de Pequim, para onde as famílias foram levadas. Ao seu lado, outro homem denunciava, aos gritos, estar sendo tratado "pior do que cachorro" pela companhia.

Em Kuala Lumpur, a Malaysia Airlines pediu a cerca de 30 famílias que se preparassem para embarcar para mais próximo do local das buscas, assim que ele fosse identificado. Elas permaneciam em uma sala do aeroporto, cercadas por seguranças que impediam a imprensa de se aproximar delas.

A revolta se misturava à dor. Hamid Ramlan, um policial na capital malásia, disse que no voo estava sua filha de 34 anos. "É a vontade de Alá. Temos de aceitá-la", disse. / AFP e REUTERS

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