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E-mails dão detalhes sobre sepultamento de Bin Laden

Líder da rede terrorista Al-Qaeda foi morto em operação no Paquistão em maio do ano passado

Agência Estado

22 de novembro de 2012 | 03h01

WASHINGTON - E-mails trocados entre oficiais militares dos EUA indicam que nenhum marinheiro assistiu ao sepultamento do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, no mar, após a morte dele, em uma operação realizada no Paquistão em maio do ano passado.

 

O sepultamento foi feito a partir do porta-aviões USS Carl Vinson. Ainda segundo os e-mails internos, os tradicionais procedimentos islâmicos foram seguidos durante a cerimônia.

 

Os e-mails, obtidos pela Associated Press por meio da Lei de Liberdade de Informação, contêm vários trechos censurados, mas são a primeira divulgação pública de informações do governo sobre a morte do líder da Al-Qaeda. Os e-mails foram liberados na quarta-feira, 21, pelo Departamento de Defesa.

 

Bin Laden foi morto por uma unidade de elite da Marinha dos EUA, que invadiu o complexo onde morava com parte da família, em Abbottabad. Um e-mail com o carimbo "secreto" foi enviado em 2 de maio, dia seguinte à operação, por um oficial de alta patente da Marinha e descreve como o corpo de Bin Laden foi lavado, enrolado em um lençol branco e colocado em um saco pesado.

 

De acordo com outra mensagem enviada por um oficial de assunto públicos do USS Carl Vinson, somente um pequeno grupo que liderava a embarcação foi informado sobre o sepultamento. Um e-mail do contra-almirante Charles Gaouette, também de 2 de maio de 2011, informou "que se cumpriram os procedimentos tradicionais do funeral islâmico".

 

"O cadáver foi lavado (ritual do banho) e enrolado em um lençol branco. Em seguida, o corpo foi colocado em um saco com pesos. Um oficial militar leu declarações religiosas preparadas, que foram traduzidas para o árabe, por alguém cuja língua materna era essa. Depois disso, o corpo foi colocado em um tábua plana preparada, que foi inclinada, e o corpo caiu no mar", indica o e-mail.

 

As informações são da Associated Press

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