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E-mails implicam Casa Branca na demissão de procuradores

Uma nova leva de e-mails trocados por altos funcionários da administração americana complicou ainda mais a situação de importantes membros do governo Bush. Em reportagem publicada nesta quinta-feira, 15, a rede de TV americana ABC mostra que a idéia de demitir todos os 93 procuradores federais americanos partiu do conselheiro da Casa Branca Karl Rove em janeiro de 2005. De acordo com o texto, publicado no site da rede, as mensagens comprometem Rove em um nível mais profundo do que a Casa Branca explicou mais cedo.Os e-mails mostram ainda que o secretário de Justiça americano, Alberto Gonzales, discutiu a idéia de demissão em massa dos procuradores semanas antes de ser confirmado no cargo.Segundo a reportagem da ABC, os e-mails contradizem as afirmações da Casa Branca de que a idéia partiu apenas da ex-conselheira da administração Harriet Miers.Segundo reportagens veiculadas na mídia americana nos últimos dias, a Casa Branca esteve profundamente envolvida na decisão que resultou na demissão de oito procuradores. Ainda de acordo com as informações veiculadas na imprensa, os demitidos investigavam casos de corrupção envolvendo o governo federal.Duas fontes independentes ouvidas pela rede de TV descreveram o conteúdo da troca de e-mails, que deve ser divulgada na manhã desta sexta-feira, 16. Segundo elas, a conversação coloca Rove no epicentro do imbróglio e põe em dúvida as explicações de Gonzales sobre o caso. Depois que o escândalo veio à tona na terça-feira, o secretário deu uma entrevista coletiva em que classificou as consultas feitas pela Casa Branca sobre os procuradores junto ao departamento de Justiça como "apropriadas". Ainda assim, ele admitiu que houve falhas da administração na maneira como o caso foi conduzido junto ao Congresso, uma vez que os legisladores não foram informados de que a Casa Branca tinha a intenção de demitir alguns procuradores.A troca de e-mails que será revelada nesta sexta-feira é datada de janeiro de 2005, mais de um mês antes do período em que a Casa Branca disse ter considerado demitir todos os procuradores americanos. Segundo a ACB, o plano não é, em sua essência, inapropriado, impróprio ou mesmo pouco usual. Isso porque, o presidente tem o direito de demitir procuradores americanos a qualquer hora, e outros líderes fizeram isso no passado.O que tem feito do caso uma tempestade política é a insistência da Casa Branca de que a idéia veio de Miers, e que teria sido prontamente rejeitada.Em coletiva na terça-feira, o secretário de Imprensa da Casa Branca, Tony Snow, disse a repórteres que Miers sugeriu a demissão de todos os 93 procuradores, e que a idéia era "só dela". Ainda de acordo com Snow, o plano de Miers foi rapidamente descartado pelo Departamento de Justiça. Mas, segundo os novos e-mails, tanto Gonzales quanto Rove estavam envolvidos nas discussões, e nenhum dos dois rejeitou prontamente a idéia.

Agencia Estado,

15 de março de 2007 | 20h05

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