'É muito difícil salvar pessoas com as próprias mãos', diz soldado

Segundo militares, equipes de busca estão trabalhando com equipamento limitado

AP

14 de abril de 2010 | 07h08

O escritório de emergências afirmou nesta quarta-feira, 14, que 700 soldados estavam tentando limpar os escombros e resgatar as pessoas soterradas e que mais de mil soldados seriam despachados para a região de Jiegu, que aparentemente foi uma das mais afetadas pelo tremor.

 

Um militar afirmou para o canal de televisão local que os soldados estavam trabalhando com equipamento limitado. "A dificuldade que enfrentamos é que não temos escavadoras. Muitas pessoas foram soterradas e nossos soldados estão tentando tirá-las somente com trabalho humano." Ele ainda acrescentou: "é muito difícil salvar pessoas com suas próprias mãos."

 

Linhas de telefone mudas, ventos fortes e frequentes tremores secundários também dificultam os esforços de resgate, disse Wu Yong, um chefe militar local.

 

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Além disso, o frio também é um grande problema. Cinco mil tendas e cem mil casacos grossos de algodão e pesados cobertores estão sendo enviados para ajudar os sobreviventes. As temperaturas na China nessa época do ano giram em torno dos 6º.

 

Em Jiegu, o corpo de bombeiros local está tentando resgatar 20 estudantes presos em um escola, disse Kang Zifu, líder da equipe de resgate. Eles também estavam trabalhando para tirar de 40 a 50 pessoas presas em um prédio de quatro andares, de acordo com um canal de televisão local.

 

Mais de 85% das casas de Jiegu caíram com o tremor, enquanto enormes rachaduras apareceram nos prédios que ainda estavam de pé.

 

A polícia paramilitar usa pás para cavar através dos escombros na província de Qinghai, onde a maior parte das casas caiu após o tremor, mostram imagens da televisão estatal. Representantes do governo disseram que escavadoras não estavam disponíveis e que com a maior parte das estradas que levam ao aeroporto mais próximo danificadas, equipamentos e equipes de resgate teriam dificuldade para chegar à região.

 

2008 

 

Em 12 de maio de 2008, um terremoto de 7,9 graus na escala Richter foi registrado na Província de Sichuan, no centro da China, destruindo grande parte da estrutura da região e matando mais de 90 mil pessoas. 

 

Aquele terremoto atingiu diversas escolas, matando milhares de estudantes. Construção de má qualidade e aplicação negligente dos códigos de construção vigentes agravaram a situação e causaram mais mortes.

 

A China estimou em 5.335 o número oficial de crianças em idade escolar que morreram ou desapareceram por causa do terremoto do ano passado na província de Sichuan. A cifra é bem inferior ao número compilado pela imprensa na época.

 

Dias depois do desastre, as áreas mais baixas devastadas pelo tremor foram atingidas por enchentes, formadas por águas torrenciais vindas do Lago Tangjiashan. A situação tornou-se preocupante, obrigando o governo chinês a retirar 250 mil pessoas da área e a canalizar a água às pressas para evitar mais inundações.

 

Outro terremoto foi registrado na região em agosto, danificando 258 mil casas e matando pelo menos 32 pessoas. Na época, a agência oficial chinesa Nova China informou que os prejuízos diretos causados pelo tremor tinham sido estimados entre US$ 58 bilhões e US$ 73 bilhões.

 

(com O Estadao de S.Paulo e Reuters)

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