É óbvio que há espionagem na ONU, diz ex-inspetor

O ex-secretário-geral das Nações Unidas, Boutros Boutros-Ghali, disse que sempre se considerou um alvo de espiões. Na Austrália, o ex-chefe dos inspetores de armas das Nações Unidas, Richard Butler, declarou que é uma ?evidente tolice? pensar que seus telefonemas não eram garmpeados durante seu mandato. O debate sobre espionagem na ONU aprofundou-se depois de surgirem alegações de que a Grã-Bretanha havia grampeado autoridades da organização durante o período anterior à invasão do Iraque.Boutros-Ghali, que serviu como secretário-geral entre 1002 e 1996, disse que não ficou chocado com as denúncias contra o governo de Tony Blair. ?No meu primeiro dia de serviço me disseram ?Cuidado, seu escritório está grampeado, sua casa está grampeada, e é uma tradição que os países-membros com a tecnologia para grampear tratarão de fazê-lo sem hesitação?, disse ele em entrevista à rádio BBC.Bultler, chefe dos inspetores de armas que atuaram no Iraque entre 1997 e 1999, disse que era obrigado a fazer caminhadas pelo Central Park para manter diálogos sigilosos, porque os telefones da ONU estavam grampeados. Ele já havia dito que quatro dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança monitoravam seus telefonemas - EUA, Reino Unido, França e Rússia.

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