EFE/RICARDO MALDONADO ROZO
EFE/RICARDO MALDONADO ROZO

É possível encontrar uma solução pacífica para crise política e econômica na Venezuela, diz Pence

Vice-presidente americano ressaltou que é ‘inaceitável’ uma ‘ditadura’ no país caribenho e a Casa Branca seguirá pressionando o governo chavista para que a democracia seja restaurada

O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2017 | 10h23

CARTAGENA, COLÔMBIA - Uma solução pacífica para a crise política e econômica na Venezuela é possível, disse o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, no domingo 13 após o líder Donald Trump ter ameaçado o país com uma ação militar, provocando críticas por parte de países da região.

A afirmação de Trump, feita na sexta-feira, foi condenada até mesmo por alguns dos líderes mais críticos ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, como a Colômbia. "Temos muitas opções para a Venezuela, mas o presidente permanece confiante de que trabalhando com todos os nossos aliados na América Latina podemos alcançar uma solução pacífica", disse Pence em Cartagena, na Colômbia, onde deu início a uma viagem por países latino-americanos.

Durante um pronunciamento ao lado de Pence, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que uma intervenção militar não deveria nem mesmo ter sido contemplada. Contudo, os dois líderes discutiram possíveis sanções adicionais contra a Venezuela, informou o americano.

O Ministério das Relações Exteriores da China defendeu nesta segunda-feira, 14, a necessidade de respeitar o princípio de não ingerência entre governos, em resposta às ameaças de Trump. "Todos os países devem conduzir suas relações bilaterais sobre a base da igualdade, o respeito mútuo e a não ingerência nos assuntos internos do outro", destacou em coletiva de imprensa a porta-voz ministerial Hua Chunying.

Democracia

Mike Pence ressaltou que é "inaceitável" uma "ditadura" no país caribenho e a Casa Branca continuará pressionando o governo venezuelano para que se restaure a democracia. "Uma ditadura na Venezuela é totalmente inaceitável não só para o nosso presidente e para os EUA, mas também para os líderes de toda a região", disse.

O vice-presidente americano afirmou que enquanto nos últimos 30 anos a democracia cresceu de norte a sul do continente, a Venezuela pegou "o caminho exatamente oposto" com o governo de Maduro. "Na Venezuela, vimos a tragédia da tirania diante de nossos olhos", declarou Pence, mencionando a penúria que o povo venezuelano sofre em razão da crise política, econômica e social.

Ele afirmou que "o povo venezuelano, que já foi livre, agora tem de suportar a brutalidade do regime de Maduro" e ninguém que foi rico escolhe "passar da prosperidade para a pobreza". "EUA, Colômbia e as nações livres da América Latina não vão ficar quietas. A Venezuela está a caminho da ditadura e como disse o presidente Donald Trump, 'os EUA não vão ficar tranquilos'", declarou Pence.

O vice-presidente lembrou ainda que "o regime de Maduro amordaçou a Assembleia Nacional, solapou a imprensa livre, pôs na prisão opositores e mais de 130 valentes venezuelanos morreram na luta pela democracia" desde abril, quando começaram os protestos contra o governo chavista. / REUTERS e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.