É preciso considerar eleição em Honduras, diz Dilma

O pleito que elegeu no último domingo Porfírio "Pepe" Lobo à presidência de Honduras deve ser considerado pela diplomacia brasileira. A opinião foi expressada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e se mostra mais flexível do que as manifestadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu assessor para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

ANDREI NETTO, Agencia Estado

04 de dezembro de 2009 | 17h27

Para Dilma, embora o Brasil deva continuar a condenar o golpe de Estado que derrubou o presidente Manuel Zelaya, o pleito representa um fato novo que precisa ser debatido. "Nós não estávamos discutindo eleição com Honduras. Estávamos discutindo golpe de Estado. Há uma diferença muito grande entre uma coisa e outra", destacou, ponderando a seguir. "Acho que este novo processo vai ter de ser considerado."

"Nós vamos fazer uma avaliação disso (a eleição) e vamos nos posicionar. A situação é bastante turbulenta. Você não pode desconhecer o fato de que houve um golpe de Estado", completou.

A posição da ministra contradiz a postura de Lula. Só nesta semana, durante giro de sua delegação pela Europa, o presidente afirmou duas vezes, em Estoril e em Berlim, que não aceitaria reconhecer as eleições que deram a vitória a Lobo, por terem sido organizadas durante o governo do golpista Roberto Micheletti.

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