Fazry Ismail/EFE
Fazry Ismail/EFE

'É uma conspiração', diz norte-coreano detido por morte de irmão de Kim

Em entrevista em Pequim, Ri Jong Chol acusou a Malásia de forçá-lo a confessar o crime

O Estado de S.Paulo

04 de março de 2017 | 06h05

PEQUIM - Ri Jong Chol, único norte-coreano detido pela morte do meio-irmão de Kim Jong-un, defendeu neste sábado, 4, sua inocência após ser libertado por falta de provas e enviado de volta à Coreia do Norte. Ele alegou que o caso é parte de "uma conspiração" contra o regime de Pyongyang.

O norte-coreano fez neste sábado breves declarações à imprensa estrangeira na Embaixada da Coreia do Norte em Pequim, onde se encontra após ser libertado e deportado pelas autoridades malaias no dia anterior, segundo informou o jornal chinês Global Times.

Ri foi detido em 18 de fevereiro, cinco dias depois de Kim Jong-nam ser envenenado por duas mulheres com o agente nervoso VX no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur.

Em sua primeira aparição pública, Ri acusou a Malásia de tentar forçá-lo a confessar o crime e assegurou que nada tem a ver com a morte de Kim Jong-nam.

"Meu carro não estava no aeroporto, estava em minha garagem. A polícia confirmou", disse o norte-coreano, a quem as autoridades consideravam suspeito de ter levado em seu veículo aos quatro norte-coreanos que teriam planejado o assassinato.

Nascido em 1971, Kim Jong-nam era o filho primogênito do falecido ditador norte-coreano Kim Jong-il. Conhecido por se pronunciar publicamente contra o controle dinástico de sua família sobre o governo do país, ele vivia na China. Em 2001, foi preso quando chegou ao Japão com um passaporte falso numa suposta tentativa de visitar a Disney de Tóquio.

Um ex-agente de inteligência americano que monitorou por anos as atividades de Kim Jong-nam avaliou que ele era um potencial alvo do governo de seu país após o meio-irmão ter assumido o poder em 2011 e conseguido se consolidar como novo líder supremo. / EFE

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