Anders Wiklund/News Agency/AFP
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'É uma visão a longo prazo', diz chanceler da Suécia sobre estratégia do país

Ministra das Relações Exteriores garantiu que as curvas de contágios e de mortes por coronavírus estão em queda nas últimas semanas e não houve sobrecarga nas unidades de saúde

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2020 | 16h06

ESTOCOLMO - A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde, defendeu nesta terça-feira, 26, a atuação do seu governo diante da pandemia da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

"É uma visão a longo prazo. Dizer que tudo corre como se não fizéssemos nada, é um mito. Não houve confinamento, mas sim muitas restrições", disse a chanceler, questionada sobre uma estratégia considerada mais flexível que a dos vizinhos nórdicos.

A Suécia, segundo a Universidade Johns Hopkins, nos EUA, tem 4.029 mortos em decorrência da covid-19.

A taxa de mortalidade por cada 100 mil habitantes no país é de 39,26. O número é nove vezes maior do que o da Noruega, oito vezes superior ao da Finlândia, e quatro vezes ao da Dinamarca, embora seja bem menor do que os apresentados pelos mais afetados no mundo, casos de Espanha, Itália, Reino Unido.

Embora nenhuma outra nação nórdica tenha decretado confinamento obrigatório da população, grande parte da vida pública foi paralisada por mais de um mês. Enquanto isso, a Suécia optou por dar recomendações para proteger mais idosos, apelar para a responsabilidade individual e fazer restrições de forma progressiva.

Instituições de ensino foram fechadas, se proibiu visitas aos asilos e aglomerações de mais de 50 pessoas.

"No fundo, temos as mesmas estratégias que os demais, que é tentar reduzir o contágio e o número de mortos, não saturar o sistema de saúde e minimizar os efeitos na economia", disse Linde, em entrevista coletiva.

A ministra das Relações Exteriores garantiu que as curvas de contágios e de mortes estão em queda nas últimas semanas e não houve sobrecarga nas unidades de saúde, cujas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) tiveram capacidade disponível que variou de 20% a 40%.

A chanceler, no entanto, admitiu que houve fracasso na tentativa de impedir a propagação do novo coronavírus nos asilos, já que 70% das mortes no país, segundo dados do governo, aconteceram nesses locais.

O objetivo das autoridades locais, no momento, é conseguir alcançar a marca de 100 mil testes semanais de detecção do novo coronavírus. No entanto, na semana passada, foram 29 mil, 4 mil a menos do que na anterior.

Apesar de críticas da oposição e no exterior, o índice de aprovação do governo chegou a 77%, superior ao registrado no ano passado. /EFE

 

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