EAU quer fazer vigorar lei que proíbe trabalho sob forte calor

Os beneficiados pela medida foram os operários e engenheiros das centenas de companhias de construção

EFE,

22 Julho 2007 | 06h21

Inspetores percorrem as ruas dos Emirados Árabes Unidos (EAU) para garantir o cumprimento de uma lei que proíbe o trabalho durante o meio-dia, em um país onde a temperatura supera no verão os 40 graus na sombra. Segundo disseram neste domingo, 22, fontes do Ministério do Trabalho, esses inspetores visitam especialmente as zonas industriais, onde nos últimos dias informaram de 67 violações nos sete reinos que compõem a federação dos EAU, pelo menos 30 delas na capital, Abu Dhabi.   Além de obrigar seus operários a estar sob o sol durante as horas de maior calor, várias companhias de construção empregavam imigrantes ilegais e sem contratos, já que estes são considerados mão-de-obra muito barata e não podem denunciar as empresas ao Governo, disseram as fontes.   O Governo dos EAU tinha proibido a partir de 1º de julho e durante dois meses o trabalho sob o sol entre as 12h30 e as 16h30 (hora local), dada a onda de calor que castiga o país desde junho, e que elevou em várias ocasiões a temperatura a até 45 graus centígrados.   Os principais beneficiados pela medida foram os operários e engenheiros das centenas de companhias de construção em todo o país ou os que, pela natureza do trabalho que praticam, são obrigados a passar várias horas do dia sob o sol.   Medidas similares foram adotadas em outros países árabes do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita e Kuwait, onde a temperatura durante o verão costuma superar os 40 graus, com uma alta porcentagem de umidade.

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