Ebola faz mais de 500 vítimas no oeste da África

A Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou mais 44 novos casos de Ebola no oeste da África até a última sexta-feira, incluindo 21 mortes. As infecções já atingiram a capital dos três países afetados pels infecções, Guiné, Serra Leoa e Libéria. Ao total, foram contabilizadas 539 mortes desde o começo do surto, considerado o maior já visto.

Agência Estado

14 de julho de 2014 | 13h05

Na Guiné, os primeiros casos foram registrados em março, logo após os contágios na Libéria. Dois meses depois, quando já se esperava uma remissão dos contágios, foram descobertas infecções em Serra Leoa.

Segundo pesquisadores, o surto não tem relação com casos anteriores encontrados em Uganda e no Congo. Eles acreditam que os casos podem estar relacionados com o contato com morcegos portadores do vírus.

Segundo os Médicos Sem Fronteira, o número de doentes poder ser "apenas a ponta do iceberg". "Estamos sobre pressão, quanto mais tempo se leva para identificar pessoas que tiveram contato com os doentes, mais difícil controlar o surto", disse Anja Wolz, coordenadora do grupo humanitário.

Autoridades da OMS esperam retomar controle sobre o surto nas próximas semanas. O diretor-geral assistente do organização, Keiji Fukuda, afirmou que é preciso redobrar os esforços, mas que "existem claras soluções para lidar com o vírus".

O Ebola é uma febre hemorrágica, sem cura ou vacina, que pode levar as vítimas a sangrar pelo ouvido e nariz. Os pacientes recebem apenas hidratação e suporte. Devido a alta mortalidade e falta de tratamento, muitos familiares evitam levar os doentes para as clínicas, onde ficariam em quarentena.

"Qualquer um que mantenha pessoas suspeitas de infecção em casa pode ser processado segundo a lei do país", afirmou recentemente o presidente da Libéria Ellen Johnson, pressionando a população a levar os doentes para os centros médicos. Em Serra Leoa, o governo emitiu comunicado semelhante para evitar casos de pacientes que são retirados pelas famílias dos hospitais.

No interior de Serra Leoa, ativistas também tentam espalhar orientações sobre a doença através de músicas, uma vez que grande parte da população é analfabeta. As canções explicam que não há cura, mas é possível se prevenir evitando contato com pessoas infectadas e animais omo morcegos e macacos, possíveis transmissores do vírus. Fonte: Associated Press.

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