Economia deve dominar discurso anual nos EUA

Em seu pronunciamento sobre o Estado da União, Obama tratará principalmente de questões internas, como a criação de mais empregos

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2011 | 00h00

Com a popularidade voltando a crescer e superando os 50%, o presidente Barack Obama deve se concentrar em questões econômicas e de política doméstica em seu discurso sobre o Estado da União, hoje, em Washington. As duas guerras nas quais os EUA estão envolvidos, no Iraque e Afeganistão, devem ser citadas apenas como coadjuvantes quando ele se dirigir à população.

A questão nuclear iraniana, o processo de paz no Oriente Médio, as relações com a Rússia e com a China e o combate ao terrorismo internacional tampouco serão a prioridade do discurso do presidente dos EUA e devem ser apenas mencionados sem profundidade. A América Latina, como nos outros discursos, deve ter pouco destaque.

No sábado, Obama enviou e-mails a milhões de americanos registrados em sua lista de contatos desde a campanha eleitoral dando indicações sobre os temas que deve abordar hoje. "Quando assumi o governo dois anos atrás, a economia estava contraindo, perdemos milhões de empregos, negócios foram fechados e as pessoas estavam preocupadas com o futuro", afirmou no vídeo de quatro minutos. Obama diz que o cenário melhorou ao longo dos seus primeiros dois anos de mandato, mas admite que ainda tem muito a fazer e seu foco continuará sendo a criação de empregos. A taxa de desemprego diminuiu quatro pontos porcentuais em dezembro, para 9.4%. O número ainda equivale a quase o dobro da média americana na última década.

PARA LEMBRAR

Nas outras duas vezes em que falou à nação, Barack Obama também deu prioridade às questões domésticas. No ano passado, Obama fez o discurso sobre o Estado da União em meio a críticas sobre a forma como vinha lidando com a crise econômica. O desemprego não parava de crescer e o país ainda não havia superado a recessão.

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