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Economia e gestão dominam dias prévios à votação

Uma vitória do conservador Mauricio Macri, como indicam as pesquisas no segundo turno, significaria uma revolução política na Argentina. Só peronistas e radicais governaram o país desde a instituição do voto universal. O macrismo (representado pelo Proposta Republicana, partido criado há 10 anos) tem em sua essência um elemento central do peronismo, o líder indiscutível. Macri traz um item ao eterno debate entre liberalismo e estatismo: adotar o modelo de gestão de uma empresa privada na política pública.

O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2015 | 02h01

A gestão, ou a falta dela, é o calcanhar de Aquiles do kirchnerismo. Há centenas de projetos sem coordenação ou metas, com o improviso próprio de quem prioriza a política. Apagões, inundações, desastres ferroviários e insegurança são problemas não compensados pelos avanços concretos na área social e a ampliação de direitos que o kirchnerismo conseguiu.

Não há diagnóstico claro no kirchnerismo sobre por que a sociedade lhe virou as costas no primeiro turno, com a derrota na eleição pelo governo da Província de Buenos Aires, que tem 37% dos eleitores do país. Fala-se de pobres mal agradecidos agora na classe média. Essa falta de diagnóstico se refletiu na campanha, com a dificuldade de Daniel Scioli de apresentar sua visão. Ele está preso entre uma sociedade que pede mudanças e uma força política que não o indicou para romper com o passado.

O último recurso de Scioli é questionar a política econômica de Macri. Dentro do movimento opositor, há liberais que defendem um choque, com fim imediato do controle ao câmbio, restrição a salários excessivos e abertura do mercado de capitais. Os mais pragmáticos alertam que isso poderia levar a uma profunda recessão. Diante das críticas a uma desvalorização repentina do peso, Macri espertamente escondeu seus economistas e guardou a chave.

É SOCIÓLOGO, ANALISTA POLÍTICO E PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE BUENOS AIRES

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