Economia e tensão bélica preocupam os EUA

Um dia após as homenagens às vítimas do 11 de setembro, que dominaram a mídia internacional nessa quarta-feira, os EUA continuam centralizando a atenção do mundo financeiro. A agenda norte-americana é pesada nesta manhã. O pronunciamento do presidente George W. Bush na ONU, por volta das 11h30 (de Brasília), será acompanhado ao vivo por todas as nações. Nele, poderá sair a sentença de guerra contra o Iraque.Analistas internacionais avaliam que é possível que, em seu pronunciamento, Bush conceda uma última chance a Saddam Hussein para que ele autorize representantes da ONU a inspecionarem o território iraquiano em busca de armas nucleares. Mas não acreditam que essa disposição seja para valer. Para a maioria, Bush estaria cumprindo um procedimento para obter o apoio das potências européias, já que dificilmente Saddam aceitaria essa condição determinada pelas Nações Unidas.Além da tensão bélica, os mercados globais deverão reagir aos últimos dados da economia norte-americana. O relatório do Libro Bege, apontando a inconsistência do crescimento nos EUA, desmanchou ontem a onda do "rally patriótico" empreendido pelas grandes corporações para sustentar as bolsas em Wall Street. Nesse contexto, ganha importância especial o pronunciamento do presidente do Fed, Alan Greenspan, às 11h (de Brasília), ao Comitê de Orçamento da Câmara, em Washington.

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