Economia em recessão norteia campanha

Embora analistas políticos definam a atual campanha eleitoral na Itália de "superficial", um assunto sério e central domina a pauta dos principais candidatos: o desempenho pífio da economia. Em 2012, a Itália viveu uma recessão da ordem de 2,2% do PIB, que deve ser de 0,7% em 2013.

PARIS, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2013 | 02h06

Nesse intervalo, marcado por um programa de austeridade de € 100 bilhões, o desemprego chegou a 11,1% da população ativa. Pier Luigi Bersani, Silvio Berlusconi e Beppe Grillo, candidatos que representam partidos que vão da extrema esquerda à extrema direita, criticam a política de austeridade adotada também na Itália e a responsabilidade pela crise.

Já Mario Monti, premiê demissionário e candidato de centro, está isolado na defesa do atual governo. Não por acaso é o último dos quatro nas pesquisas eleitorais. Berlusconi, por exemplo, vale-se dos números da economia durante o atual governo para buscar votos e afundar a concorrência. Ontem, em pronunciamento, o ex-primeiro-ministro, acusado de múltiplos escândalos de corrupção - até mesmo de menores -, afirmou que Monti "está fora da disputa".

O fenômeno da eleição é mesmo Grillo, cuja campanha, a "Tsunami tour", roda a Itália em busca de votos. "Nos atacam porque estão mortos de medo", disse ontem. "Estamos fazendo algo excepcional. Vamos ganhar a eleição", garante. / A.N. COM AFP

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