Economia está à beira do abismo

O empobrecido Egito corre o risco de enfrentar um colapso econômico caso não implemente reformas profundas, alertam economistas. Na semana passada, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, anunciou um pacote de ajuda de US$ 250 milhões, mas o Cairo busca de um empréstimo de US$4,8 bilhões do FMI. As negociações entre o fundo e o governo de Mohamed Morsi estavam em fase final quando a violência voltou a explodir, no segundo aniversário da revolta que derrubou Hosni Mubarak, em fevereiro. Em novembro, o diálogo com o FMI já havia sido suspenso, enquanto o presidente Morsi aprovava uma nova Constituição. O socorro deve destravar outros US$ 14,5 bilhões prometidos por governos. O déficit fiscal chegou a 11% do PIB e a dívida pública, a 85%. Investidores e turistas estrangeiros sumiram, as reservas, que eram de US$ 32 bilhões quando caiu o ditador, estão em menos de US$ 15 bilhões e, em 2012, o país entrou tecnicamente em recessão. Em dezembro, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota do Egito para B- (a mesma da Grécia).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.