Economia japonesa não está pronta para retirada de ajuda

O Japão precisa discutir estratégias para a retirada de suas políticas monetária e fiscal expansionistas, mas implementá-las agora seria prematuro dadas as frágeis condições de sua economia, disse o ministro das Finanças do país, Hirohisa Fujii.

LEIKA KIHARA, REUTERS

04 de outubro de 2009 | 17h32

Fujii também disse ao comitê do Fundo Monetário Internacional (FMI) no domingo que Tóquio quer ampliar seu apoio à ajuda prestada pelo órgão a países de baixa renda e que estão em dificuldades devido à crise financeira global. Uma autoridade do Ministério das Finanças disse mais tarde a jornalistas que o Japão estava pronto para destinar 2,7 milhões de dólares em empréstimos para o FMI para este fim.

Enquanto a economia japonesa dá sinais de recuperação, o corte de empregos está aumentando e as exportações continuam a cair.

"Enquanto é necessário discutir estratégias de retirada, neste momento, a implementação delas ainda é prematura", disse Fujii.

Bancos Centrais no mundo todo começaram a debater como e quando reduzir as medidas de emergência para conter a pior crise financeira global em décadas, mas a maioria não deve fazê-lo até meados do próximo ano.

Enquanto o Banco do Japão está mantendo taxas de juros próximas a zero até ao menos 2011, a instituição está considerando reduzir as medidas de auxílio de emergência para finanças corporativas quando elas expirarem em dezembro.

O presidente do banco, Masaaki Shirakawa, sinalizou que uma retirada das medidas não-convencionais pode estar próxima, dizendo a repórteres no sábado que as finanças corporativas tinham menos necessidade de políticas de apoio com a melhora significativa das condições do mercado de crédito.

As afirmações de Fujii, no entanto, mostraram que o governo não vai baixar a guarda, gerando riscos à economia, um deles sendo a recente elevação do yen em relação ao dólar. Em uma coletiva conjunta com Shirakawa no sábado, Fujii repetiu seu aviso aos mercados de que Tóquio estava pronta para agir se medidas unilaterais no câmbio se tornarem excessivas.

Uma moeda forte prejudica as exportações japonesas, fazendo com que seus produtos sejam menos competitivos no exterior.

O Japão não intervém no mercado de câmbio desde 2004 e muitos duvidam que o novo governo, liderado pelo Partido Democrático, que ganhou as eleições em agosto, vá mudar essa política.

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