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Economista egípcio é nomeado premiê

Nobel da Paz Mohamed ElBaradei será o vice-presidente para Relações Exteriores

O Estado de S. Paulo,

09 Julho 2013 | 12h48

CAIRO - O presidente interino do Egito, Adly Mansour, nomeou nesta terça-feira, 9, o economista liberal Hazem al-Beblaui como novo primeiro-ministro do país. O tecnocrata será responsável pela da formação de governo. O Nobel da Paz Mohamed ElBaradei será o vice-presidente para Relações Exteriores, segundo a agência estatal Mena.

Segundo o assessor de comunicação da Presidência, Ahmed al-Muslimani, Mansour emitiu um decreto para encarregar Al-Beblaui de presidir o gabinete de ministros. Ainda de acordo com o assessor, as consultas do novo chefe do Executivo acabam de começar para escolher os ministros.

ElBaradei havia sido o primeiro candidato a liderar o novo governo de transição, e sua designação chegou a ser anunciada pela mídia estatal, mas, no último momento, a rejeição do maior partido salafista, al-Nour, freou sua nomeação.

Beblaui, de 76 anos, já foi vice-primeiro-ministro e ministro de Finanças durante quatro meses em 2011, no Executivo interino de Essam Sharaf, quando uma junta militar assumiu o governo com a queda de Hosni Mubarak. No entanto, anunciou sua demissão em outubro daquele ano por divergir do Exército num massacre de manifestantes coptas. Tido como defensor da democracia, Beblaui é um dos dirigentes do Partido Social-Democrata.

Transição. Ontem, o governo interino anunciou que vai organizar uma nova eleição parlamentar em seis meses, depois que alterações à Constituição suspensa do país forem aprovadas em referendo.

Uma eleição presidencial deverá ser convocada depois que uma nova Câmara Legislativa for formada, segundo o decreto, que também estabeleceu um período de quatro meses e meio para as alterações à controversa Constituição que foi aprovada em dezembro.

Essa Constituição foi suspensa na semana passada quando o Exército depôs o presidente islâmico, Mohamed Mursi, após grandes protestos populares contra o seu governo. O decreto deu ao chefe de Estado interino o poder de emitir leis após se consultar com um governo que deve ser formado em breve e até que um novo Parlamento seja eleito. / EFE e REUTERS

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