Economistas temem queda recorde de reservas

Analistas estimam que volume de moeda forte na Venezuela chegou ao menor valor desde 1997, comprometendo o PIB

CARACAS, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2015 | 02h04

Em meio à falta de dados oficiais sobre a economia venezuelana - uma vez que o Banco Central da Venezuela (BCV) ainda não divulgou os dados sobre a inflação de 2015 -, economistas do setor privado estimam que as reservas em moeda forte da Venezuela caíram para US$ 17 bilhões, o valor mais baixo desde 1997.

Segundo o economista Efraín Velázquez, do Conselho Nacional de Economia (CNE), a queda nas reservas internacionais estão na raiz da retração do PIB e a aceleração da inflação.

"Não se administrou as reservas de maneira consistente com o financiamento das importações", disse Velázquez ao jornal El Nacional. "Se não se importa, o aparato produtivo não pode operar, há escassez de bens e serviços e o PIB cai."

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), estima que a economia venezuelana encolherá 3,5% em 2015. Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), a queda será de 7%.

A inflação, que não conta com dados oficiais, e no ano passado foi "maquiada", na avaliação de economistas críticos ao chavismo, também deve aumentar consideravelmente nos próximos meses. A maioria das consultorias privadas venezuelanas trabalha com um cenário no qual a alta dos preços termine o ano na casa dos três dígitos.

"No último ano, os indicadores econômicos pioraram. Apesar de não haver estatísticas oficiais, os representantes do setor privado dizem que o acesso às divisas para importação está cada vez menor e a produção está cada vez mais comprometida", afirmou a economista Anabella Abadi, da consultoria ODH. "Mesmo que muitas pessoas vejam o PIB como um indicador distante da realidade, a verdade é que ele mostra o quanto os bens e produtos deixaram de ser produzidos." / EFE

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