Editor de jornal mexicano é assassinado em emboscada

Atiradores mataram o subdiretor do jornal mexicano Zeta, o jornalista Francisco Ortiz Franco, em uma emboscada quando ele saía de uma clínica com seus filhos, nesta terça-feira, em Tijuana (México). As crianças, de oito e dez anos, saíram ilesas. Ainda não há informações oficiais sobre os motivos do crime, mas o procurador geral da república, Rafael Macedo, informou à imprensa que, se as suspeitas de participação do crime organizado se confirmarem, os órgãos federais dispensarão especial atenção ao caso. O presidente do México, Vicente Fox, já ordenou que as autoridades federais colaborem com as locais para que as investigações caminhem com mais agilidade e enviou um comunicado ao diretor do Zeta, Jesús Blancornelas, no qual expressa sua sua indignação e preocupação. ?O governo federal reitera sua condenação a qualquer ato que pretenda prejudicar a integridade dos jornalistas no exercício de sua profissão e ressalta sua crença de que a imprensa livre e crítica é a melhor garantia para o fortalecimento de nossa democracia?, afirmou no comunicado. Ortiz, um dos três editores do periódico semanal, especializou-se em assuntos legais em sua coluna e, ainda que o narcotráfico não fosse tema central de seus textos, colaborou para que o Zeta ficasse conhecido por suas reportagens sobre a influência dos traficantes de drogas en Tijuana. Outro fundador do jornal, Héctor Félix Miranda, foi assassinado em 20 de abril de 1988. Quase dez anos depois, em 1997, Brancornelas foi ferido em um ataque em que morreram seu motorista e seu guarda-costas. Pouco antes do atentado, o jornalista havia escrito uma coluna que acusava o atirador David Barrón Crona, de matar agentes federais em frente a um tribunal de Tijuana.

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