Nilton Fukuda/ Estadão
Nilton Fukuda/ Estadão

Eduardo Bolsonaro elogia Congresso de El Salvador que destituiu Supremo Tribunal de Justiça

Para filho do presidente, juízes que "querem ditar políticas que saiam às ruas para se elegerem'

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2021 | 15h27
Atualizado 03 de maio de 2021 | 19h32

BRASÍLIA - O deputado federal Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, elogiou a decisão do Congresso de El Salvador de destituir vários magistrados do Supremo Tribunal e o procurador-geral.

"PR (presidente) de El Salvador @nayibbukele tem a maioria dos parlamentares em seu apoio. Agora, o Congresso destituiu todos os ministros da Suprema Corte por interferirem no Executivo, tudo constitucional", escreveu o filho do presidente em mensagem postada no Twitter na noite de domingo.

“Os juízes julgam os casos, se querem ditar políticas que saiam às ruas para se elegerem”, acrescentou.

No sábado, 1.º,  o Congresso de El Salvador, de maioria governista,  destituiu os magistrados titulares e suplentes do Supremo Tribunal de Justiça (CSJ) por supostamente cometerem "fraude à Constituição" e exercerem funções de Executivo em suas decisões sobre a resposta à pandemia. 

A decisão - a primeira da nova legislatura, que assumiu o cargo no sábado - foi duramente questionada por organizações que defendem os direitos humanos, que dizem que a medida é inconstitucional e ameaça o Estado de Direito.

Em nota, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados, Aécio Neves (PSDB-MG), se manifestou sobre a destituição. "A independência e o respeito aos poderes constituídos são parte fundamental da democracia. O mundo só irá vencer o desafio da pandemia com mais diálogo e cooperação, seja entre as nações, seja entre os poderes constituintes", escreveu. "Esperamos que El Salvador retome sua tradição no reconhecimento da independência entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário".

Bolsonaro e seus apoiadores questionam decisões do Supremo Tribunal Federal (STF),  acusado pela governo de interferir politicamente no Executivo.

 O Senado brasileiro criou a semana uma comissão para apurar supostas “omissões” do governo na resposta à pandemia, que já matou mais de 400 mil mortos.  / EFE

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