Eduardo Frei aceita pacto contra direita no Chile

O candidato governista Eduardo Frei surpreendeu ontem à noite, no encerramento de sua campanha, ao aceitar uma proposta de um representante da esquerda de formar um pacto contra a vitória do direitista Sebastián Piñera. O primeiro turno das eleições presidenciais no país ocorre no domingo. Caso necessário, haverá segundo turno em janeiro.

AE-AP, Agencia Estado

11 de dezembro de 2009 | 11h43

A proposta de união contra Piñera foi feita pelo candidato esquerdista Jorge Arrate, de uma aliança liderada pelos comunistas. "A partir da noite de 13 de dezembro será o momento da unidade", afirmou Frei, que aparece em segundo nas pesquisas de intenção de voto.

As pesquisas registram vantagem para o multimilionário Piñera, representante das direitistas União Democrática Independente (UDI) e Renovação Nacional (RN), embora a liderança não seja tão robusta a ponto de evitar uma nova disputa.

Candidato da presidente Michelle Bachelet, Frei aparece com desvantagem de entre 13 e 17 pontos contra Piñera em todas as pesquisas. Para vencer, precisa dos votos de Arrate e também do independente Marco Enríquez-Ominami, que renunciou ao Partido Socialista (PS) para lançar sua candidatura. Arrate aparece com entre 5% e 7% e Enríquez-Ominami, com 17%. Por enquanto, Enríquez-Ominami rechaça a proposta de Arrate de união contra a direita chilena.

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