Efetivo brasileiro no Haiti deve ser reduzido neste ano, diz ministério

Secretário-geral do Ministério da Defesa afirma que a intenção é voltar ao patamar de antes do terremoto de 2010

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo,

30 Maio 2014 | 16h41

RIO DE JANEIRO - O secretário-geral do Ministério da Defesa do Brasil, Ari Matos Cardoso, disse que até o fim deste ano o efetivo brasileiro no Haiti deve ser reduzido de 1.400 para 1.000 militares. Até 2016, o número deve chegar à metade disso.

Cardoso deu a informação durante o seminário sobre os dez anos da Missão da Organização das Nações Unidas para a estabilização do Haiti (Minustah), na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro. O efetivo chegou a ter 1.700 militares depois do terremoto de 2010. A intenção agora é voltar ao patamar de antes da tragédia.

Hoje, a avaliação é que os principais objetivos da presença brasileira traçados em 2004 foram cumpridos, em especial o da estabilização da segurança no país, com significativa redução da violência. Esperado, o ministro Celso Amorim não compareceu.

A Minustah foi criada em 2004, após um período de insurgência depois da deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. Com o terremoto de 2010, que deixou dezenas de milhares de mortos e quase 1,5 milhão de desabrigados, a miséria no Haiti aumentou. Em março deste ano, milhares de pessoas protestaram contra a situação e pediram a renúncia do presidente Michel Martelly.

 

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