Egípcio culpa judeus e ocidente por sua derrota na Unesco

Para Faruk Hosni, europeus conspiraram para impedir sua vitória na escolha do secretário-geral do órgão

Associated Press,

23 de setembro de 2009 | 12h43

O ministro da Cultura do Egito, Faruk Hosni, afirmou nesta quarta-feira, 23, ter havido um complô do ocidente que conspirou contra ele e o impediu de se tornar o futuro secretário-geral da Unesco, braço da ONU para a ciência, cultura e educação.

 

Faruk, que perdeu a eleição para o cargo para a diplomata búlgara Irina Bokova, acusou os "países europeus e os judeus" de provocarem sua derrota após desembarcar no aeroporto de Cairo.

 

"Estava claro que no final da eleição havia uma conspiração contra mim. Há um grupo de judeus que teve grande influência na escolha e se mostraram uma séria ameaça ao Egito adotando essa postura", argumentou.

 

O egípcio foi considerado favorito ao cargo por muitos meses, mas a crítica a Hosni cresceu pelo histórico de censura cultural no Egito e por conta de sua declaração no ano passado de que queimaria pessoalmente livros judaicos, pelo que foi acusado de antissemitismo. Apesar das críticas, ele obteve o apoio de países árabes e africanos, além do Brasil, que preteriu a pré-candidatura do engenheiro Márcio Barbosa, atual secretário-geral adjunto da Unesco.

 

Irina venceu Hosni na última rodada de votações para a secretaria geral da Unesco. A búlgara será a primeira mulher a assumir o cargo, e substituirá o japonês Koichiro Matsuura a partir de dezembro.

Tudo o que sabemos sobre:
ONUUnescoFaruk HosniIrina Bokova

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.