Egípcio mantém turistas alemães como reféns

O guia turístico egípcio que mantém reféns quatro turistas alemães desde segunda-feira pediu ?garantias legais? antes de libertá-los, segundo fontes policiais egípcias. Os reféns Marc Vidkind, Ralph Laver, Kristof Paning e Peter Nowotnick, que faziam parte de um grupo procedente de Berlim, foram seqüestrados pelo seu próprio guia, Ibrahim Ali al Sayed Musa, na noite de segunda-feira, nas proximidades da cidade turística de Luxor, cerca de 80 quilômetros ao sul do Cairo. Segundo fontes policiais, Musa teria praticado o seqüestro por causa de desavenças pela custódia de seus dois filhos, Karim e Rami, de 7 e 3 anos, respectivamente. Ele era casado com uma cidadã alemã desde 1991. Quando começaram a surgir as divergências, a mãe das crianças voltou para a Alemanha com os filhos, há um ano e meio, e Musa permaneceu no Egito, onde reclama a custódia de Karim e Rami. O egípcio também acusa a embaixada alemã por não ter lhe concedido o visto para visitar as crianças. Segundo um jornal egípcio, que teria mantido contato com o seqüestrador, Musa disse que os quatro turistas são seus amigos e que simpatizaram com a causa dele. Musa também afirmou que sua mulher teria lhe telefonado e informado que estava disposta a voltar para Egito em troca da liberdade dos reféns. O Ministério do Interior do Egito afirmou, em um comunicado: ?A retenção dos quatros turistas não tem caráter político ou terrorista e se trata apenas de uma disputa pessoal entre um cidadão egípcio e sua esposa alemã?.

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