Egípcio que ordenou repressão vai à Justiça

CAIRO

, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2011 | 00h00

Um dia após o início do histórico julgamento do ex-ditador egípcio Hosni Mubarak, outros sete acusados foram levados ontem ao tribunal. Entre os que ocuparam a cela usada por Mubarak na véspera estava Habib el-Adly, ministro do Interior por mais de uma década e responsável pelo comando dos mais e 500 mil homens das forças de segurança do país que ordenou a repressão aos protestos opositores.

Alguns dos piores abusos contra direitos humanos foram cometidos sob o comando de Adly. Ele e outros seis ex-policiais são acusados de cumplicidade na morte de 850 manifestantes durante os protestos que derrubaram o regime de Mubarak.

Do mesmo modo como foi exibida a audiência do ex-ditador, o julgamento dos sete acusados foi transmitido como um espetáculo pela televisão egípcia. Foram exibidas caixas de evidências com munições, armas, granadas e roupas que vítimas usavam quando foram mortas. Uma das provas é a jaqueta ensanguentada que um dos manifestantes mortos usava quando foi alvejado pela polícia.

Acusados de conspiração para matar opositores, Mubarak, Adly e os seis ex-chefes policiais poderão ser sentenciados à morte se considerados culpados. Mubarak e os filhos, Alaa e Gamal, ainda são acusados de corrupção e enriquecimento ilícito.

Assim como foi feito no processo contra Mubarak e os filhos, o juiz deu uma semana para que a defesa do ex-ministro e dos policiais examinem as provas antes que as audiências sejam retomadas, no dia 14.

O ex-ministro já foi condenado a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro. / AP

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