Egípcios ateiam fogo à sede do partido do governo e atacam chancelaria

Governo decreta toque de recolher e manda o Exército às ruas para conter protestos

estadão.com.br

28 de janeiro de 2011 | 14h48

 

CAIRO - Manifestantes egípcios atearam fogo à sede do governista Partido Democrático Nacional, no Cairo. Imagens da televisão estatal mostram o ataque desta sexta-feira, 28, o quarto dia consecutivo de protestos contra o governo de Hosni Mubarak. Os manifestantes continuaram nas ruas na noite desta sexta-feira após o toque de recolher decretado pelo governo, que enviou o Exército a conter protestos.

 

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Há relatos de que os manifestantes também estariam investindo contra a sede da televisão estatal e contra o prédio do Ministério de Exteriores, também na capital. Em Suez, os manifestantes tomaram uma das principais delegacias da cidade. Em alguns locais, inclusive na capital, a polícia desistiu de reprimir as manifestações.

 

O incêndio na sede do partido de Mubarak ameaça também o prédio do Museu Egípcio, onde estão guardados algumas relíquias arqueológicas, como o tesouro de Tutancâmon, que fica na mesma praça. Helicópteros no momento taentam apagar o fogo.

 

Em frente ao edifício da televisão estatal, milhares de manifestantes seguem protestando.  Segundo testemunhas, eles pediram o apoio do exército. "O exército e o povo, juntos" gritava a multidão em frente ao prédio, onde também funciona o Ministério da Informação e que fica perto da chancelaria do Egito.

 

Os protestos contra Mubarak irromperam na terça-feira e são os maiores da história do país. O país realiza eleições presidenciais neste ano, mas Mubarak não anunciou se concorrerá ao cargo por mais seis anos. 

 

Toque de recolher

 

O governo impôs um toque de recolher em todo o país a partir das 18 horas (14 horas em Brasília). A medida vigorará até às 7 horas de sábado (3 horas em Brasília) para coibir os protestos que tomaram conta das ruas nos últimos dias.

 

Até a tarde desta sexta, o quarto e mais violento dia de protestos, apenas a polícia havia sido acionada para reprimir as manifestações. Os policiais usam bombas de gás lacrimogêneo e canhões d'água contra os manifestantes.

 

Os distúrbios, batizados de "Dia da Fúria" por alguns ativistas na internet, foram inspirados na "Revolução do Jasmim", que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, há duas semanas. No Iêmen também foram registradas manifestações nesta quinta.

 

Com AP e Efe

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