Egípcios celebram fim do Ramadã em praça-símbolo da revolução

Dezenas de milhares de egípcios oraram nesta terça-feira na praça Tahrir, no Cairo, para celebrar o fim do mês de jejum do Ramadã. O clima festivo era reforçado por se tratar da primeira celebração dessas -- chamada Eid -- desde a deposição do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro.

REUTERS

30 de agosto de 2011 | 09h51

Milhares de pessoas, muitas delas com bandeiras egípcias, se reuniram na praça, que foi o epicentro dos protestos que derrubaram Mubarak depois de 30 anos no poder. "A praça é nossa, o país é nosso", entoou um homem antes do início das orações.

"Hoje é um dia feliz sem Mubarak. Todo mundo sabe que o Egito não voltará àquilo que foi antes do (movimento popular iniciado em) 25 de fevereiro", disse em seu sermão o xeique Mazhar Shaheen, que se tornou um pregador simbólico na praça.

"O próximo presidente deve aprender a lição do seu antecessor, porque o povo egípcio nunca mais aceitará a injustiça", afirmou Shaheen, que também pediu a Deus que ajude manifestantes na Síria e no Iêmen.

Até o ano passado, os sermões do Eid costumavam contar com a presença de Mubarak e outras autoridades, e eram transmitidos pela TV estatal. Desta vez, a emissora mesclou a cobertura da cerimônia oficial com a festa na praça Tahrir.

(Por Seham E-Oraby)

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