Egípcios votam na última etapa eleições parlamentares

Eleitores egípcios comparecem às urnas nesta quarta-feira, o segundo dia da última rodada das eleições que escolherão o primeiro Parlamento após o levante que derrubou Hosni Mubarak em fevereiro. As urnas foram abertas às 8h (horário local, 4h em Brasília) nas províncias de Qaliubiya, Gharbiya e Daqahliya, no delta do rio Nilo; na província do Vale Novo e ao sul, em Minya e Qena. Também votam os eleitores da província fronteiriça de Matruh e em Sinai do Sul e Sinai do Norte.

AE, Agência Estado

04 de janeiro de 2012 | 10h33

Partidos islamitas conquistaram uma vitória esmagadora nas duas primeiras fases do pleito, que começaram em outras partes do país em 28 de novembro, espelhando um padrão registrado na região desde que os levantes da Primavera Árabe derrubaram regimes seculares autoritários.

A terceira etapa das eleições teve um início lento na terça-feira, com pequenas fila se formando do lado de fora das zonas eleitorais durante o dia.

Os eleitores tem de votar três vezes - duas em candidatos individuais e outra num partido ou coalizão - para escolher os 498 assentos da câmara Baixa do Parlamento. O conselho militar, que governa do país desde a queda de Mubarak, vai nomear os 10 membros restantes do Parlamento.

A poderosa Irmandade Muçulmana, o movimento político melhor organizado do país, assumiu a liderança eleitoral por meio de seu braço político, o Partido Liberdade e Justiça.

Mas a boa votação conquistada pelo partido Nur, que representa o salafismo, ramo ultraconservador do islamismo, provocou temores entre os liberais a respeito das liberdades civis e religiosa.

O Conselho Supremo das Forças Armadas tem reafirmado que as eleições são uma prova de sua intenção de entregar o poder a um governo civil.

Mas o pleito expôs o aprofundamento do atrito entre os egípcios. Alguns veem as eleições como o primeiro passo para um governo democrático, enquanto outros dizem que o novo Parlamento - cuja função ainda não está clara - deixa o controle nas mãos dos militares. As informações são da Dow Jones.

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