Egito: 426 sobreviventes e 674 desaparecidos em naufrágio

A companhia egípcia "Al Salam", proprietária do navio "Salam Bocaccio 98", que naufragou na quinta-feira passada no Mar Vermelho, com 1.414 passageiros a bordo, afirmou nesta terça-feira que 426 sobreviventes foram resgatados e 314 corpos já foram encontrados.Fontes da companhia disseram hoje à EFE que o número total de sobreviventes inclui todas as pessoas resgatadas na Arábia Saudita e nas cidades costeiras egípcias, entre elas Hurgada, Sharm el-Sheikh e Safaga, para onde o navio se dirigia após partir de Duba, na Arábia Saudita.O governo provincial da região do Mar Vermelho, que nos últimos dias tem fornecido números diferentes dos da companhia, concederá ainda nesta terça-feira uma entrevista coletiva para comentar seus próprios dados.Segundo as fontes, o número de pessoas resgatadas com vida aumentou porque chegaram ao Egito sobreviventes que estavam em outros países, principalmente na Arábia Saudita, e não porque novos náufragos foram encontrados.Outros sobreviventes poderiam estar a bordo de navios que ainda permanecem no Mar Vermelho e que ainda não chegaram ao Egito ou à Arábia Saudita.Um comitê do Conselho de Shura (câmara alta do Parlamento, com funções somente consultivas) indicou que pode ter havido negligência da companhia proprietária do navio e das autoridades dos portos do Mar Vermelho no acidente, informou nesta terça-feira a agência oficial de notícias egípcia Mena.Durante sua visita ao porto de Safaga, o comitê também destacou a necessidade de estabelecer um sistema de comunicação avançado na via marítima entre o Egito e a Arábia Saudita, para evitar que ocorram catástrofes semelhantes no futuro.Segundo a Mena, os membros do comitê também pediram que sejam estabelecidas leis rígidas para enfrentar o "caos" criado pelas bandeiras de conveniência em navios egípcios, pois é complicado aplicar a legislação local a essas embarcações. O "Salam Bocaccio 98" tinha bandeira panamenha de conveniência.Até agora, as autoridades egípcias não anunciaram as causas exatas do naufrágio, apesar de vários sobreviventes relatarem que havia um incêndio a bordo que começou após saírem de Duba, o que pode ter causado o acidente.

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