Egito acusa 200 militantes islâmicos de bombardeios e outros atos de violência

A promotoria pública do Egito acusou 200 militantes islâmicos neste sábado de "fundar, liderar e se unir a uma organização terrorista" e de lançar ataques com bombas e foguetes por todo o país.

Reuters

10 Maio 2014 | 17h30

Os acusados pertencem à Ansar Bayt al-Maqdis, ou Apoiadores de Jerusalém, um grupo que assumiu a autoria de alguns dos atentados mais letais dos últimos nove meses e está listado como organização terrorista pelos Estados Unidos.

A promotoria afirmou que 102 dos acusados estão sob custódia do governo, e o restante foragido.

A violência de militantes se aprofundou na península do Sinai, no Cairo e em outras cidades desde que o Exército depôs o presidente islamita Mohamed Mursi, em julho passado, depois de protestos em massa contra seu governo.

O governo apoiado pelo Exército acusa a Irmandade Muçulmana, movimento de Mursi, de perpetrar atos de violência. O grupo diz estar comprometido com a não violência.

Abdel Fattah al-Sisi, ex-chefe do Exército que liderou a deposição de Mursi e é franco favorito na eleição presidencial neste mês, tem dito que a Irmandade deixará de existir sob sua Presidência.

A promotoria informou que as acusações estão relacionadas a 51 ataques que mataram 40 policiais e 15 civis, incluindo um carro-bomba em um complexo de segurança no centro do Cairo em janeiro e uma tentativa de assassinato do ministro do Interior em setembro.

De acordo com números do governo, cerca de 500 pessoas foram mortas nestes ataques, a maioria policiais e soldados.

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