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Egito acusa Louvre de roubo e rompe laços com museu

O departamento de antiguidades do Egito anunciou hoje que rompeu laços com o museu francês do Louvre, pois a entidade se recusou a devolver artefatos que, segundo os egípcios, foram roubados. A decisão significa que não será permitida a realização de expedições arqueológicas ligadas ao museu francês no Egito. Uma palestra no país de uma ex-curadora do Louvre também foi cancelada.

AE-AP, Agencia Estado

07 de outubro de 2009 | 13h23

"O Museu do Louvre se recusou a devolver ao Egito quatro artefatos arqueológicos roubados durante os anos 1980 da tumba do nobre Tetaki", perto do famoso templo de Luxor, afirma o comunicado, citando o chefe do setor de antiguidades do país, Zahi Hawass. A ex-diretora do departamento de Egiptologia do Louvre Christiane Ziegler adquiriu as quatro peças no ano passado e as colocou em exibição, segundo o comunicado. A palestra dela no Egito foi cancelada.

Desde que assumiu o cargo, Hawass tem feito da recuperação de peças roubadas uma prioridade. Ele pretende reaver o busto de Nefertite - mulher do faraó Akhenaton - e a Pedra de Roseta, fundamental para a descoberta dos significados dos hieróglifos. O busto está no Museu Egípcio, em Berlim, e a Pedra de Roseta, no British Museum de Londres. Recentemente, Hawass conseguiu trazer de volta para o Egito fios de cabelo roubados da múmia de Ramsés II.

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