Egito afasta 669 policiais e adia eleição legislativa

CAIRO

, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2011 | 00h00

Sob crescente pressão popular, o regime interino que assumiu o poder no Egito após a queda do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro, anunciou ontem o afastamento definitivo de 669 policiais - quase todos de alta patente. A agência estatal de notícias do Cairo informou ainda que as eleições legislativas, previstas para setembro, serão postergadas em pelo menos um mês.

Desde o dia 8, manifestantes voltaram a ocupar a Praça Tahrir, palco dos protestos que culminaram na queda da ditadura. A multidão exige o afastamento de quadros do Estado tradicionalmente ligados ao regime Mubarak, além de definições sobre a transmissão do poder das mãos dos militares para os civis.

Demonstrações também foram registradas nas cidades de Suez e Alexandria.

O Ministério do Interior anunciou ter "encerrado o serviço" de boa parte do comando policial: 550 generais, 82 brigadeiros e 82 coronéis (patentes usadas também por policiais no Egito). / AP

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