Egito anuncia pena de morte para 188 por ataque contra polícia

Réus também foram acusados de tentar matar mais dez policiais, destruir a delegacia, incendiar carros e carregar armas pesadas

O Estado de S. Paulo

02 de dezembro de 2014 | 17h28

Um tribunal egípcio condenou 188 pessoas à morte ontem, enquanto aguarda o parecer da mais alta autoridade religiosa do país. É a mais recente condenação à morte em massa aplicada pelo sistema judicial do país, apesar das críticas internacionais.

Os 188 foram acusados de matar 11 policiais no ano passado em Kerdasa, uma cidade à oeste do Cairo considerada um reduto insurgente. O ataque, que deixou os corpos dos agentes mutilados, é considerada uma das ofensivas mais violentas contra as forças de segurança.

Os réus também foram acusados de tentar matar mais dez policiais, destruir a delegacia, incendiar carros e carregar armas pesadas.

O ataque ocorreu no mesmo dia que as forças de segurança invadiram acampamentos de ativistas que se manifestavam a favor do presidente deposto, Mohamed Morsi, matando centenas de pessoas.

Cerca de 22 mil pessoas foram presas desde a deposição de Morsi, incluindo a maior parte dos líderes da Irmandade Muçulmana, bem como um grande número de outros arrastados pela polícia durante protestos pró-Morsi.

A sentença exige o parecer do grande mufti. O tribunal está programado para emitir um veredicto final em 24 de janeiro. Os réus, em seguida, podem apelar.

Autoridades de segurança disseram que 143 dos 188 réus estão sob custódia. Aqueles que não realizou receberão novos julgamentos automáticos sob a lei egípcia. Os funcionários falaram sob condição de anonimato porque não estavam autorizados a falar com os jornalistas. / AP e REUTERS

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