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Egito ataca alvos do EI na Líbia após vídeo de decapitação em massa

Força Aérea agiu com forças líbias e diz ter destruído locais de treinamento e armazenamento de armas e matado 50 jihadistas

O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2015 | 10h34


CAIRO - A Força Aérea do Egito bombardeou alvos do Estado Islâmico (EI) na Líbia nesta segunda-feira, 16, um dia depois de o grupo radical publicar um vídeo mostrando a decapitação de 21 egípcios no país vizinho, marcando uma escalada na batalha do Cairo contra os militantes.

Foi a primeira vez que o Egito confirmou ter realizado ataques aéreos contra os jihadistas na Líbia, o que mostra que o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, está disposto a ampliar sua luta contra a militância islamita para além das fronteiras do Egito.

O Cairo declarou que a ofensiva da madrugada teve o apoio da força líbia e atingiu campos, locais de treinamento e áreas de armazenamento de armas do EI na Líbia. Um comandante da Força Aérea líbia disse que de 40 a 50 militantes foram mortos no ataque, ocorrido na cidade oriental de Darna, uma fortaleza extremista que foi tomada por um braço do EI no ano passado.

"Há baixas de indivíduos, munição e de centros de comunicação (do Estado Islâmico)", afirmou Saqer al-Joroushi à televisão estatal egípcia. "Mais ataques aéreos serão realizados hoje e amanhã em coordenação com o Egito", acrescentou.

Dois funcionários de segurança da Líbia disseram que civis, incluindo três crianças e duas mulheres, foram mortos nos ataques. Os funcionários falaram sob condição de anonimato porque não estavam autorizados a conversar com a imprensa.

Os 21 egípcios mortos, que eram cristãos coptas e tinham ido à Líbia em busca de trabalho, foram mantidos reféns por semanas, levados a uma praia, forçados a se ajoelhar e decapitados, mostra o vídeo transmitido em um site que apoia o EI.

Antes das execuções, um dos militantes apareceu com uma faca na mão dizendo: "A segurança é algo com que vocês, cruzados, só podem sonhar."

O Egito luta contra uma insurgência islâmica crescente centrada na península do Sinai, que é estratégica, onde os militantes declararam recentemente sua lealdade ao EI e dependem fortemente de armas contrabandeadas através da fronteira do deserto entre o país e a Líbia. /AP e REUTERS

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